Por Vinícius de La Rocha
Nos últimos 25 000 anos — contando apenas até o ano de 2002 — a humanidade gerou um volume de informações escritas ou em formato de imagens e sons equivalente a 5 hexabytes. De lá até 2006, ou seja, em um intervalo de quatro anos, produzimos mais de 160 hexabytes. E a previsão para 2010 é que o montante produzido supere 900 hexabytes.
A qualidade, claro, não é a mesma. Nos primórdios, estão incluídas no conjunto de dados as grandes obras literárias e de artes plásticas, mas, depois disso, a maior parte dessa informação vem mesmo naquele formato que pula na sua tela a cada dois segundos, chamado “Você tem uma nova mensagem”. Ou seja, os e-mails. Uma pesquisa recente da RescueTime, consultoria americana que analisa hábitos digitais, mostrou que um funcionário típico de uma empresa de tecnologia consulta seu programa de e-mails 50 vezes ao dia. E recorre ao software de mensagens instantâneas 77 vezes ao dia, algo que ninguém pensava em fazer há dez anos. Um levantamento do Pew Survey, instituto de pesquisa digital, dos Estados Unidos, mostrou que, em 2002, 60% dos trabalhadores recebiam até dez mensagens ao dia.
