A idéia de acabar com a gratuidade de universidades públicas no Brasil costuma "despertar os instintos mais primitivos" de alguns leitores, de forma que a pausa para a reflexão é sempre necessária (pelo menos como prelúdio ao destampatório).
Proponho aos opositores da idéia um exercício mental: suponha que você está criando o sistema universitário de um país hipotético com as mesmas características do Brasil. Nele, os ricos cursariam as universidades públicas sem pagar por isso? Por quê? Ainda não ouvi resposta convincente a essa indagação.
Deixando de lado a imaginação e falando sobre o Brasil real, a oposição ao fim da gratuidade vêm, normalmente, de duas fontes: a, digamos, legalística e a utilitarista.
