Vida e morte das bolhas

"À atitude ideológica contra os regulamentos, o governo Bush aliou uma certa incompetência. A equipe econômica de Bush era fraca, com John Snow como secretário do Tesouro. O atual é bem melhor"

Quando o economista José Alexandre Scheinkman começa a falar, a platéia faz silêncio para não perder uma palavra. Ele é um dos economistas mais respeitados do mundo. Ben Bernanke, atual presidente do Federal Reserve, fez questão de tê-lo por perto. Há nove anos, Bernanke convenceu Scheinkman a trocar a Universidade de Chicago pela de Princeton. Ele aceitou, depois de se certificar de que poderia morar em Nova York. "É a melhor cidade do mundo", diz ele, que é carioca, fã de arte contemporânea e estudioso das bolhas. Em entrevista a André Petry, correspondente de VEJA em Nova York, ele afirmou: "Toda bolha sempre nasce com uma boa história".