Por Anna Paula Buchalla
| EM POSIÇÃO DE LÓTUS A professora Maria Ester e seus iogues: no currículo de uma escola de ensino fundamental. |
Depois de uma tarde cheia de atividades escolares, um grupo de onze crianças, entre 8 e 10 anos, senta-se em seus colchonetes, em posição de lótus (veja na foto). "Vamos todos relaxar e respirar com calma. Tentem prestar atenção ao som da sua respiração", orienta a professora Maria Ester Azevedo Massola, num tom de voz baixo e suave, que praticamente inexiste no universo infantil. Executado o exercício de inspirar e expirar profundamente, é hora de os pequenos partirem para a posição da vela: deitados de barriga para cima, eles elevam os quadris e as pernas, apoiados nos braços. Sucedem-se as posições do cachorro, do peixe, do corvo, da aranha e assim por diante. Aulas de ioga integram o currículo do ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo, o Hugo Sarmento. Uma vez por semana, os alunos se contorcem nas posições requeridas pela ginástica milenar criada na Índia – bem mais fáceis para elas do que para os adultos. "A ioga trabalha a coordenação, a força e o equilíbrio, inclusive o mental", diz Maria Ester. A sessão termina com relaxamento ao som de música indiana. Algumas crianças bocejam e todas se despedem com um sonoro "namastê".
