Horário eleitoral

Uma comédia com Kevin Costner põe em questão um dos pilares da democracia: o voto.

Por Marcelo Marthe


PAI E FILHA Bud (Costner) e Molly (Madeline Carroll): impasse como o de Bush versus Gore, em 2000

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Numa cena de Promessas de um Cara de Pau (Swing Vote, Estados Unidos, 2008), o protagonista Bud Johnson (Kevin Costner) faz muxoxo quando sua filha Molly (Madeline Carroll) lhe ensina que o voto é um "dever cívico". Bud é um vagabundo que só tem olhos para as latas de cerveja. Se não está nem aí para o trabalho ou para a educação da filha, que dizer da eleição para presidente dos Estados Unidos? Ele não sabe nem o nome dos candidatos. Imagine se levaria em conta o pedido da garota para que vote? Enquanto o pai está desmaiado de porre, é a própria menina quem entra numa seção eleitoral, surrupia uma cédula e exerce a escolha em nome dele. Mas, por um capricho do destino – uma queda de energia na hora da votação –, o voto de Molly não é computado. Surge uma situação insólita: a disputa entre os fictícios candidatos republicano e democrata termina empatada. Caberá então àquele minúsculo condado do Novo México decidir quem será o próximo presidente americano. Mais ainda, a solução está nas mãos do único eleitor que, supostamente, ficou frustrado em seu direito de votar: Bud, o traste.